O que é moeda social

As comunidades mesmo com alto grau de vulnerabilidade possuem valores circulantes em reais, entretanto quando o gasto destes recursos é realizado, ocorrem de maneira desorganizada socialmente. Ou seja, a riqueza de uma determinada comunidade, passa a circular fora dela. Então as riquezas existentes em um determinado território mesmo que mínimas circulam e são transferidas para outros territórios.

Então é uma estratégia de desenvolvimento econômico produzido através dos Bancos Comunitários que é o de criar na sua comunidade a Moeda Social. Elas não substituem o Real, mas são lastreadas por ele, ou seja, uma moeda social vale um real.

Com essa estratégia e através da oferta de descontos, por exemplo, se fortalece o comércio local que participa do processo. Então a riqueza que já existe na comunidade ou gerada por novas iniciativas de Economia Solidária que o Banco Comunitário também estimula, faz com que as riquezas do território sejam reinvestidas ali mesmo, mantendo as riquezas da comunidade na própria comunidade.

Segundo dados da Rede Brasileira de Bancos Comunitários, há no país pelo menos 103 moedas sociais em circulação no Brasil.

Essa estratégia começou com o:

Banco Palmas, do Conjunto Palmeiras, na periferia de Fortaleza. Em 1998, uma pesquisa constatou que 90% da população da região tinha renda familiar abaixo de dois salários mínimos. O Banco surgiu então para garantir microcréditos que não necessariamente pediam comprovação de renda e estimulavam a produção e consumo local. Três anos depois, criou-se a Palma, moeda usada pelos moradores da comunidade.” Fonte: Revista Galileu

“Estima-se que entre 2015 e 2018 as transações com as moedas sociais somaram R$ 42 milhões.” Fonte: Revista Galileu

https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2019/08/moedas-sociais-saiba-como-funciona-economia-alternativa-no-brasil.html

Facebook
Twitter
LinkedIn

A Economia Solidária é um modelo de produção, comercialização e consumo responsável e ambientalmente seguro, baseado na: autogestão, cooperação, solidariedade, com centralidade no ser humano, sua diversidade e territórios de ação.

Todavia com o advento dos avanços tecnológicos e de comunicação e as fragilidades éticas e processos de criminalização, principalmente das maiorias minorizadas e em situação de vulnerabilidade, estabelecemos processos constantes visando o desenvolvimento de sistemas de integridade, balizados em um modelo de gestão e governança autogestionária, que garante total transparência aos nossos processos internos.

Contribua conosco usando nossos formulários de: SUGESTÕES ou DENÚNCIAS.

Denúncia

Sugestão