{"id":187,"date":"2023-07-12T13:35:57","date_gmt":"2023-07-12T13:35:57","guid":{"rendered":"https:\/\/unisolrs.org.br\/observatorio\/?page_id=187"},"modified":"2023-10-16T13:02:11","modified_gmt":"2023-10-16T13:02:11","slug":"o-que-e-moeda-social","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/unisolrs.org.br\/observatorio\/o-que-e-moeda-social\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 moeda social"},"content":{"rendered":"<p>As comunidades mesmo com alto grau de vulnerabilidade possuem valores circulantes em reais, entretanto quando o gasto destes recursos \u00e9 realizado,\u00a0<strong>ocorrem de maneira desorganizada<\/strong>\u00a0socialmente. Ou seja, a riqueza de uma determinada comunidade, passa a circular fora dela. Ent\u00e3o as\u00a0<strong>riquezas existentes em um determinado territ\u00f3rio<\/strong>\u00a0mesmo que m\u00ednimas circulam e s\u00e3o transferidas para outros territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o \u00e9 uma\u00a0<strong>estrat\u00e9gia de desenvolvimento econ\u00f4mico<\/strong>\u00a0produzido atrav\u00e9s dos\u00a0<strong>Bancos Comunit\u00e1rio<\/strong>s que \u00e9 o de criar na sua comunidade a\u00a0<strong>Moeda Social<\/strong>. Elas n\u00e3o substituem o Real, mas s\u00e3o lastreadas por ele, ou seja,\u00a0<strong>uma moeda social vale um real<\/strong>.<\/p>\n<p>Com essa estrat\u00e9gia e atrav\u00e9s da oferta de descontos, por exemplo, se\u00a0<strong>fortalece o com\u00e9rcio local<\/strong>\u00a0que participa do processo. Ent\u00e3o a riqueza que j\u00e1 existe na comunidade ou gerada por novas iniciativas de\u00a0<strong>Economia Solid\u00e1ria<\/strong>\u00a0que o\u00a0<strong>Banco Comunit\u00e1rio<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m estimula, faz com que as\u00a0<strong>riquezas do territ\u00f3rio<\/strong>\u00a0sejam reinvestidas ali mesmo,\u00a0<strong>mantendo as riquezas da comunidade na pr\u00f3pria comunidade<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo dados da\u00a0<strong>Rede Brasileira de Bancos Comunit\u00e1rios<\/strong>, h\u00e1 no pa\u00eds pelo menos\u00a0<strong>103 moedas sociais<\/strong>\u00a0em circula\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p>Essa estrat\u00e9gia come\u00e7ou com o:<\/p>\n<p>\u201c<strong>Banco Palmas<\/strong>, do Conjunto Palmeiras, na periferia de Fortaleza. Em 1998, uma pesquisa constatou que 90% da popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o tinha renda familiar abaixo de dois sal\u00e1rios m\u00ednimos. O Banco surgiu ent\u00e3o para garantir microcr\u00e9ditos que n\u00e3o necessariamente pediam comprova\u00e7\u00e3o de renda e estimulavam a produ\u00e7\u00e3o e consumo local. Tr\u00eas anos depois, criou-se a\u00a0<strong>Palma<\/strong>, moeda usada pelos moradores da comunidade.\u201d Fonte: Revista Galileu<\/p>\n<p>\u201cEstima-se que entre 2015 e 2018 as transa\u00e7\u00f5es com as moedas sociais somaram\u00a0<strong>R$ 42 milh\u00f5es<\/strong>.\u201d Fonte: Revista Galileu<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Sociedade\/noticia\/2019\/08\/moedas-sociais-saiba-como-funciona-economia-alternativa-no-brasil.html\">https:\/\/revistagalileu.globo.com\/Sociedade\/noticia\/2019\/08\/moedas-sociais-saiba-como-funciona-economia-alternativa-no-brasil.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As comunidades mesmo com alto grau de vulnerabilidade possuem valores circulantes em reais, entretanto quando o gasto destes recursos \u00e9 realizado,\u00a0ocorrem de maneira desorganizada\u00a0socialmente. Ou seja, a riqueza de uma determinada comunidade, passa a circular fora dela. Ent\u00e3o as\u00a0riquezas existentes em um determinado territ\u00f3rio\u00a0mesmo que m\u00ednimas circulam e s\u00e3o transferidas para outros territ\u00f3rios. Ent\u00e3o \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-187","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/unisolrs.org.br\/observatorio\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/187","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/unisolrs.org.br\/observatorio\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/unisolrs.org.br\/observatorio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unisolrs.org.br\/observatorio\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/unisolrs.org.br\/observatorio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=187"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/unisolrs.org.br\/observatorio\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/187\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":507,"href":"https:\/\/unisolrs.org.br\/observatorio\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/187\/revisions\/507"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/unisolrs.org.br\/observatorio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}